Má Educação

05/04/2006 | « voltar

• São poucos os que vêem com bons olhos o batalhão de games de guerra, mortes e perseguições que faz parte do passatempo predileto de grande parte de crianças e adolescentes. Os efeitos desses jogos, até então, eram conhecidos por aumentar a agressividade e diminuir a conduta de colaboração.
• Durante a pesquisa, da qual também participou a Universidade da Carolina do Norte, foram avaliadas a irritabilidade e agressividade dos participantes, com perguntas sobre a maneira como se identificavam com frases como "facilmente perco o controle com os que não ouvem ou não entendem" e "se alguém me bate, respondo com um golpe".
• A reação dos participantes a imagens neutras (uma letra, um homem montado numa bicicleta), violentas (um homem apontando um revólver para a cabeça de outro), e negativas (um cachorro morto) também foram avaliadas.
• Com um estudo, feito no Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan, revelou-se
que os videogames violentos mudam as funções cerebrais e insensibilizam os jovens diante da violência real.
É o primeiro trabalho que relaciona o envolvimento desses jogos com uma menor reação diante de imagens violentas.
• Os pesquisadores instalaram eletrodos na cabeça dos participantes para obter informações sobre seu eletroencefalograma e a amplitude média de uma região específica no cérebro, conhecida como P300, que indica as reações a um estímulo.
• O resultado mostrou que o impacto entre jovens que utilizavam com frequência videogames violentos às imagens agressivas foi menor do que a dos demais. Constatação científica de como as novas gerações podem enxergar o mundo.

Sugestão de leitura: Professora Ana Cristina
Texto publicado na revista Educação - Ano 9 - nº 106 - pág 14.

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