Assessoria Nutricional - Informativo 2
06/10/2005 | « voltar
CliNuTre
Assessoria Nutricional
Informativo 2
Infelizmente, o número de crianças e adolescentes acima do peso vem aumentando de forma assustadora, preocupando os profissionais de saúde. As pesquisas mostram que a obesidade e o sobrepeso constituem o problema nutricional mais prevalecente entre os escolares e adolescentes em todos os níveis socioeconômicos.
A obesidade é o excesso de massa gorda no organismo e esse excesso surge quando a energia ingerida é superior à energia gasta.
Além das conotações psicológicas envolvidas a obesidade desencadeia tantas outras doenças associadas, como diabetes, hipertensão, lesões ortopédicas e musculares, doenças cardiovasculares e problemas de pele. É um processo associado a múltiplos fatores simultaneamente, razão pela qual é uma doença de difícil tratamento.
Deve-se prevenir a obesidade tão logo a criança nasça estimulando o aleitamento materno. Sabe-se que quando a criança é obesa a chance de ela se tornar um adulto obeso é de 40%. Já para o adolescente obeso a probabilidade aumenta para 75%. Um dos motivos é que o ganho de peso acima do esperado, na infância e na adolescência, acarreta o incremento irreversível do número de células gordurosas. As crianças a partir de 7 anos têm mais apetite do que os pré-escolares. Por isso, muitos processos de obesidade começam nessa faixa etária. Um dos motivos é o especial interessa que passam a ter molhos gordurosos, maionese, ketchup, frituras e outros alimentos muito apetitosos e calóricos cuja ingestão é de difícil controle. Crianças que começam apresentar mudança na velocidade de ganho de peso, mostrando os primeiros sinais de obesidade, devem passar por uma avaliação cuidadosa de seus hábitos alimentares, de sua atividade física e do seu comportamento diante da alimentação. Nesse caso pequenas alterações podem ser suficientes para reverter a situação.
A obesidade infantil também pode ser o resultado do modo como os adultos alimentam e educam em termos alimentares as suas crianças e são vários os fatores que facilitam o seu aparecimento. São eles:
- Hiperalimentação : habitualmente é através do dar comida que se responde ao choro do bebê e, como muitas vezes ele se cala, o hábito instala-se na mãe (se chora é porque tem fome) e na criança (na incomodidade come-se). Este tipo de hábito tem a tendência para se repetir ao longo da vida.
- Aleitamento artificial: há tentação de se juntar maior quantidade de pó e fazer mais leite que o necessário, "obrigando" o bebê a tomar tudo.
- Mimar é dar alimentos supercalóricos: com o intuito de agradar, distrair ou sossegar, oferecemos as crianças alimentos com baixo valor nutritivo ou supercalóricos desnecessários.
- TV : produtos em embalagens atrativas, com ofertas de jogos, cromos ou autocolantes, agradam às crianças, sendo-lhes muito difícil resistir. Há todo um trabalho que deve ser desenvolvido entre os pais e filhos, no sentido de aqueles ensinarem que nem tudo o que está à venda deverá ser adquirido ou se for, com muita moderação.
- Já não há crianças sem preocupações : atualmente as crianças têm muitas atividades que incutem responsabilidade, aumentam exigências e implicam relacionamento. Muitas vezes as crianças se deparam na ansiedade e na compulsão alimentar.Mas, o que é uma alimentação equilibrada?
De acordo com os últimos estudos realizados com crianças obesas, os resultados demonstram que a grande maioria prefere produtos muito calóricos, gosta pouco de frutas e de legumes, pratica pouco exercício físico e, geralmente, tem familiares obesos.
A obesidade infanto-juvenil traz consigo algumas complicações:
somáticas (relativas ao corpo): podem não se sentir nas idades jovens, mas é quase certo que deixam marcas para o futuro;
psicológicos : a criança/jovem irá desenvolver uma imagem negativa do seu corpo e, por conseqüência, uma baixa auto-estima.
O tratamento implica modificar certos comportamentos e hábitos alimentares da criança/jovem, bem como daqueles que com ela habitam. É importante que o obeso não interiorize as alterações como uma punição. Deve-se promover os seguintes comportamentos:
- prática de exercício físico;
- resolução de conflitos;
- explicar o porquê do consumo e do não consumo de determinados alimentos e/ou produtos;
- fomentar o espírito crítico em relação à publicidade alimentar. Deve-se introduzir os seguintes hábitos alimentares:
- redução da ingestão calórica ou substituição dos mesmos;
redução dos alimentos gordurosos;
- aumento do consumo de frutas e hortaliças de toda a família;
- aumento do consumo de alimentos ricos em fibras;
- aumento do consumo de água.
Realçar uma dieta alimentar que supra as necessidades nutricionais para o pleno desenvolvimento físico e intelectual do indivíduo. Sabendo-se que a obesidade é uma doença crônica que requer hábitos saudáveis e estilo de vida ativo, é necessário manter os bons hábitos adquiridos para que tratamento não resulte na recuperação do peso perdido.
CliNutre -

