Dia Nacional da Luta pela Educação Inclusiva

Dia Nacional da Luta pela Educação Inclusiva

14/04/2020 | « voltar

Hoje comemoramos o dia dedicado a conscientização e reflexão a respeito da inclusão e suas dimensões.

Motivada em escrever sobre esse tema, primeiramente decidi entender um pouco mais o verdadeiro significado da palavra inclusão, tão pronunciada nos últimos tempos. Então me deparei com os significados clássicos do dicionário, em que a conceitua como sendo um verbo que nomeia as ações de:  pôr dentro de; fazer constar de; juntar(-se) a; inserir(-se), introduzir(-se).

Ao apropriar-me desse conhecimento, entendi que incluir é diferente de somar. Pois somar está relacionado ao ato de acrescentar, o que não significa que, o que foi somado, realmente passará a integrar o todo.

Assim são as pessoas. Muitas vezes, erroneamente acreditamos que ao somar pessoas com necessidades especificas ao um grupo tido como “normal”, estamos oportunizando que seja incluída. Na verdade, a primeira missão é desconstruirmos a ideia de senso comum a respeito do que é “ser normal” e com isso, passarmos a ver no outro, fontes inesgotáveis de possibilidades. Quando reconhecemos que cada pessoa ocupa um lugar de importância na sociedade e que, quando unimos potencialidades, realmente todos crescem, o conceito real de inclusão começa a fazer parte do nosso modo de enxergar o mundo.

É realmente uma missão grandiosa conjugarmos o verbo incluir em nossas atitudes cotidianas, uma vez que fazemos parte de um mundo ainda tão tendencioso e segregacionista. Então é nossa responsabilidade apoiarmos movimentos e atitudes práticas que vem crescendo na sociedade, objetivando sempre as principais dimensões da inclusão, que são:

 INCLUSÃO SOCIAL, isto é, integração de todos os indivíduos, independente da condição física, da educação, do gênero, da orientação sexual, da etnia, entre outros aspectos;

 INCLUSÃO ESCOLAR, que prevê direito de acesso ao sistema de ensino, sem segregação e discriminação;

  INCLUSÃO DIGITAL, que consiste na democratização da tecnologia, em que, independente de classe social, etnia, religião e poder econômico o indivíduo possa usufruir das vantagens das ferramentas tecnológicas.

Acredito que esse é um momento propicio para refletirmos sobre isso, pois estamos vivendo uma situação incomum e grandiosa, em que o mundo todo está mobilizado em luta pela sobrevivência. Agora, mais do que nunca, precisamos entender que todos estamos incluídos, isto é, fazemos parte de um mesmo planeta. Com certeza esta experiência está sendo uma grande oportunidade de crescermos e nos humanizarmos e assim, conseguirmos enxergar em nós e no outro, reais potencialidades.

 

Um grande abraço a todos.

 

Ana Cristina D’ Espindula

Psicopedagoga e Neuropsicóloga Educacional

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